Nesta terça-feira (3/3), o Exército de Israel lançou um ataque aéreo contra o prédio da Assembleia dos Peritos do Irã, o órgão responsável por eleger o novo líder supremo do país após a morte do aiatolá Ali Khamenei. O ataque representa uma nova escalada no conflito entre Israel e Irã, com impactos diretos no processo de sucessão política do regime teocrático iraniano.
Alvo do ataque e objetivo declarado
Segundo fontes oficiais israelenses, a Força Aérea de Israel atingiu o edifício onde os clérigos do órgão se reuniam, numa tentativa de interromper ou atrasar a escolha do sucessor de Khamenei — que foi morto no fim de semana anterior em uma ofensiva militar coordenada entre Estados Unidos e Israel.
A Assembleia dos Peritos, formada por clericais xiitas, é a única instituição legalmente autorizada pela Constituição iraniana a escolher o próximo líder supremo do país, cargo máximo do regime islâmico.
Detalhes do ataque e presença dos aiatolás
Relatos iniciais da mídia israelense apontam que o ataque foi realizado enquanto parte do processo de votação estava em andamento. Há divergências sobre se o prédio estava vazio no momento ou se alguns membros estavam dentro — algumas fontes afirmam que menos pessoas do que o total de membros estavam presentes.
Além disso, as Forças de Defesa de Israel também conduziram outros ataques em centros de liderança iranianos em Teerã, incluindo o complexo presidencial e a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional.
Contexto do conflito e impacto regional
O ataque ocorre em meio a uma guerra ampliada entre Israel, Estados Unidos e o Irã, que começou com ofensivas aéreas que mataram o líder supremo Ali Khamenei e várias lideranças iranianas, segundo reportagens internacionais.
A escolha do novo líder supremo é um ponto sensível do sistema político iraniano e, com o prédio do órgão atingido, o processo constitucional está em risco de ser perturbado ou atrasado.
Consequências diplomáticas e reações
O ataque intensificou ainda mais as tensões diplomáticas e militares no Oriente Médio, com denúncias de violação da soberania iraniana por parte de aliados internacionais, e preocupações sobre uma possível escalada ainda maior na região.








