A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta quarta-feira (11/3), um fonoaudiólogo de 34 anos suspeito de cometer estupro de vulnerável contra uma criança de 4 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) durante uma sessão de atendimento em uma clínica especializada no Distrito Federal.
A prisão foi realizada por investigadores da Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul, após avanço das investigações que apuram o crime ocorrido no fim de 2025.
Investigação aponta abuso durante atendimento
De acordo com a investigação, o suspeito trabalhava como fonoaudiólogo em uma clínica voltada ao atendimento de crianças diagnosticadas com autismo. Durante uma consulta realizada em dezembro de 2025, o profissional teria abusado sexualmente da criança dentro do consultório.
A situação chamou a atenção da mãe da vítima logo após o término do atendimento. Segundo o relato registrado na polícia, a criança saiu da sessão chorando intensamente e apresentando comportamento incomum, o que despertou preocupação imediata.
Mãe encontrou evidências após atendimento
Ainda no mesmo dia, ao trocar a fralda da criança, a mãe encontrou um fio de cabelo que não pertencia à menina. Durante o episódio, a criança continuava chorando e tocava as próprias partes íntimas, comportamento que reforçou a suspeita de abuso.
Diante da situação, a mãe procurou imediatamente a polícia e registrou ocorrência, entregando também as roupas utilizadas pela criança durante a consulta e o material encontrado.
Perícia encontrou material biológico
A Polícia Civil realizou exames periciais nas vestimentas da vítima. Os laudos iniciais apontaram a presença de espermatozoides nas roupas da criança, além de outros vestígios biológicos que foram coletados para análise genética.
O material recolhido será comparado com o DNA do suspeito para confirmar a origem dos vestígios encontrados durante a investigação.
Mandados de busca e apreensão
Além da prisão, os policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do investigado e no consultório onde ele trabalhava. Durante a operação, foram recolhidos computadores, telefones celulares e outros materiais que podem ajudar no andamento das investigações.
Os equipamentos apreendidos passarão por perícia para verificar se há registros ou evidências que possam indicar a existência de outros crimes semelhantes.
Caso é tratado como estupro de vulnerável
O crime investigado é classificado como estupro de vulnerável, previsto no Código Penal brasileiro quando a vítima é menor de 14 anos ou possui incapacidade de oferecer resistência ou consentimento.
A Polícia Civil segue apurando o caso para confirmar todas as circunstâncias do crime e verificar se existem outras possíveis vítimas do profissional.








